quarta-feira, 1 de julho de 2009

Não. Nem o PÓ!

É chegada a hora. Finalmente, meu martírio se encerra!

Mas antes, lhes conto umas últimas notícias da Coloniazinha de Merda.

É claro que nossa vinda trouxe a esta terra selvagem tudo que agora eles têm, e que lhes deixamos. Creio que não tardarão muito a pensar que já podem ser livres (e não é assim que acontecem quando se dá luxo aos selvagens, já querem ser independentes?). Mas deixemos a cargo de Pedrinho - meu queridíssimo filho! - os futuros revoltosos.

Então, Napoleão caiu. Como se precisasse muito, com a pouca altura que aquele baixinho metido tinha. E a Querida Portugal, livre dos invasores, clama pela nossa volta! Amém! Os Céus oviram minhas preces, e resolveram me tirar da companhia de Dante nesta terra de Comédia Infernal!

Joãozinho, o antes Príncipe Regente, Inútil, agora é Inútil Rei. Morreu-se a Louca Maria, e tarde já vai, visto que só nos atormentava. Coitada da pobre. Que seus ossos virem farinha para os micróbios desta terra maldilta, velha louca!

Deixamos esta maldita terra a cargo de Pedrinho e nos vamos, de volta, de onde nunca deveríamos ter saído na fuga norturna louca (e sem glamour). Foi como foi. E lhes prometo que me esquecerei assim que o navio zarpar. E foi para garantir o esquecimento imediato que, ao entrar no navio, tirei meus pobres sapatos - tão finos! - e atirei-os de volta ao odiado Brasil.

Porque, desta terra, não quero nem o pó.

Ass: Carlota Joaquina, a Princesa (luxuosa! glamourosa! fina!)

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